Brincando com Confiança

Equipo: Associação A Cidade Precisa de Você
Descripción de la propuesta

Brincando com Confiança propõe a elaboração de uma estrutura divertida e atrativa para estimular o retorno a convivência com os cuidados de segurança nos espaços públicos: um jogo que trabalha com o conceito da reaproximação dos cidadãos. A matriz, composta de marcações de piso e mobiliários urbanos simples e facilmente replicáveis, pode ser instalada em espaços públicos como praças, parques e calçadas, e permite que pessoas possam participar com seus próprios corpos, como peças em um "tabuleiro humano". A forma do tabuleiro funciona também como lembrete da necessidade de se manter o distanciamento mínimo de 2 metros entre pessoas e pode incorporar, ativar e dialogar com a própria infra-estrutura existente do espaço público, ressaltando as especificidades de cada espaço e qualificando-o. O Manual do Jogo e aplicativo disponíveis na plataforma digital do projeto propõe uma atividade para cada "casa" do tabuleiro que possibilite a interação entre habitantes da cidade, na qual diferentes experiências e perspectivas sobre a cidade são compartilhadas. Para criar a sensação de conexão sem o contato físico foram consideradas dinâmicas colaborativas, emprestadas de metodologias diversas como as artes cênicas e a performance. Garantindo a plena utilização deste tabuleiro, será desenvolvido um primeiro menu de jogos e uma série de ativações regulares. Desta forma, tanto os moradores do entorno do tabuleiro quanto transeuntes do espaços podem se apropriar e se sentirem convidados a parar e jogar. Pretendemos atingir uma primeira versão piloto para testar no Largo do Arouche, na região central de SP com variado público e muita visibilidade, com uma série de ativações pontuais pela equipe da A Cidade Precisa, para garantir a sua efetivação, incluindo atividades físicas performáticas e narrativas.

Desafío

Durante a pandemia de COVID-19, uma atmosfera de insegurança e desconfiança entre as pessoas foi estabelecida, na medida em que o encontro e a presença em espaços públicos se configuraram como um risco à saúde pela contaminação e propagação viral. Os espaços públicos foram esvaziados, tanto física quanto simbolicamente, de seu papel como espaço de encontros entre diferentes estratos sociais. Em uma cidade como São Paulo, que já possui desigualdades territoriais extremas, esta dinâmica tem um profundo impacto na coesão social e na saúde mental de seus habitantes, que se encontram privados de espaços seguros de sociabilização. Uma pesquisa realizada pela Rede Brasileira de Urbanismo Colaborativo, da qual A Cidade Precisa faz parte, identificou que, isolados, os cidadãos se ressentem de não poder ficar ao ar livre, frequentar os espaços públicos com segurança, passear e se divertir. Ademais durante este período muitas disputas e tensões sociais se acirraram, na medida em que os mecanismos de discussão coletiva em espaços públicos, como protestos e assembléias, tiveram de ser momentaneamente suspensos. Desta forma, importantes debates, como questões de raça, gênero e LGBTQIA+, tiveram seu espaço reduzido para o espaço virtual e doméstico. Deste modo, conforme as medidas de isolamento são flexibilizadas, é necessário reinventar a forma como o espaço público é utilizado, garantindo sua apropriação de forma segura, ativa e propositiva pelos cidadãos: intervenções físicas e imagéticas que garantam a distância mínima de 2m de segurança e o não compartilhamento de objetos pessoais, ao mesmo tempo em que é necessária a sensação de aproximação e conexão, de forma que noções de interdependência e confiança sejam fortalecidos.

Potenciabilidad y Escalabilidad

"A idéia é que a partir de um tabuleiro aberto seja criado um aplicativo e página digital na qual diferentes possibilidades de jogos se tornem acessíveis, e que se torne visível a possibilidade de jogar com diferentes temáticas em mente, utilizando o tabuleiro para discutir, por exemplo, questões raciais ou de gênero. Esta interface, de baixo nível de complexidade tecnológica, terá, além deste primeiro menu de jogos, as instruções DIY para reprodução do tabuleiro que pode ser replicada facilmente e adaptada às especificidades locais, uma vez que é composta por elementos de simples execução, que vão de áreas pintadas no chão a superfícies móveis, podendo ser refinada e tornada permanente à medida que sua efetividade se tornasse comprovada pelo uso. Em um segundo momento, essa interface possibilita que os novos jogos criados a partir do layout em cada território sejam coletados e incorporados em um banco de dados. Além disso, a interface prevê a criação de um mapeamento de todos os espaços nos quais este tabuleiro for recriado, criando esta rede horizontalizada de ocupação e ativação de comunidades e espaços públicos, e estimulando a troca entre esses espaços. Nesta fase seriam contatadas organizações parceiras A Cidade para replicar este modelo, como o Placemaking Europe e Basurama, além de entidades locais (como escolas, igrejas, centros culturais, ocupações, museus e associações comunitárias) que poderiam se utilizar desta ferramenta para articular melhor os habitantes de suas localidades e discutir coletivamente questões importantes. Esta interface será desenvolvida com a utilização de ferramentas de realidade aumentada, o que possibilitará que camadas complementares de informações, como incluir dados sobre o território ou levantamentos sobre a história de um espaço. "

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