Gambiarra: uma banca de feira sustentável

Equipo: Paula Duque Rangel, Tuanne Monteiro de Carvalho e Rodrigo Rocha Vieira.
Descripción de la propuesta

A proposta visa uma readequação de usos na via pública — especificamente nas áreas destinadas aos estacionamentos de automóveis particulares — com o propósito de manter as atividades comerciais de maneira segura e confortável para os habitantes. Além disso, busca promover uma distribuição mais equitativa entre as áreas definidas para veículos e para pessoas no espaço público. Inspirados nas gambiarras, ou seja, nas formas de improvisação para resolver um problema ou para remediar uma situação de emergência. Assim, essa proposta apresenta soluções para a manutenção do comércio informal nas centralidades urbanas das cidades latino-americanas, por meio de uma intervenção que contemple a qualidade subversiva que as apropriações informais expressam nas dinâmicas territoriais, ao mesmo tempo, que fomenta a continuidade da vitalidade nos espaços públicos, fortaleça a microeconomia local e assegure a amabilidade urbana.

Desafío

O comércio informal está sempre presente nas áreas centrais das cidades, sobretudo nas latino-americanas onde essas atividades representam o reflexo das desigualdades estruturais da sociedade. No contexto de uma crise pandêmica, as discrepâncias entre as classes sociais se acentuam violentamente. Pensar alternativas para a manutenção dessas atividades é urgente, seja pela importância que essas apropriações expressam na vitalidade dos espaços públicos, bem como, pelo impacto econômico que tais atividades representam para milhares de famílias que vivem às margens das dinâmicas da cidade “formal”. O desafio aqui proposto, indica uma solução que atenda não somente ao que se refere a garantia de um ambiente seguro e confortável na conjuntura de afastamento social, mas a integração efetiva entre as atividades de subsistência de grupos vulneráveis a essas novas circunstâncias. Dessa forma, a ocupação das ruas por feirantes é uma dinâmica recorrente nas áreas centrais das cidades. Diante do panorama de distanciamento social, a continuidade dessas atividades sem um ordenamento específico é praticamente inviável. Assim sendo, esta proposta visa uma readequação de usos na via pública — especificamente nas áreas destinadas aos estacionamentos de automóveis particulares — com o propósito de manter essas atividades comerciais de maneira segura e confortável para toda a sociedade, ao mesmo tempo que promove uma distribuição mais equitativa entre as áreas determinadas para veículos e para pessoas no espaço público.

Potenciabilidad y Escalabilidad

"Gambiarra é o protótipo de uma banca de feira sustentável e portátil, de natureza replicável e escalável, com potencial de adaptação a contextos locais específicos. A proposta buscou um alto impacto socioeconômico, aliado a um baixo custo e uma execução rápida, os quais serão alcançados por meio de sua estrutura flexível. Composta por um conjunto de peças pré-fabricadas, construídas com material leve e reciclável, como o PVC que possui alta durabilidade, versatilidade e produtividade. Encaixes e conexões permitem a articulação e/ou fixação de tubos, podendo assim, expandir e ajustar sua forma com praticidade, projetado para estar em movimento e ser instalado ou desmontado em poucos minutos. Ademais, o projeto contempla uma cabine semi-fechada que foi pensada para oferecer proteção e conforto para os feirantes, mantendo-os em uma distância segura dos clientes e os demais transeuntes. Todas as peças do protótipo desmontado e todos os caixotes de exposição e de transporte das mercadorias, encaixam-se em um módulo compacto, o qual pode ser acoplado a um suporte de veículos para facilitar o seu transporte, como bicicletas e motocicletas. Dessa forma, a proposta responde de forma inovadora ao desafio de reordenar os espaços públicos, a partir de práticas sociais inerentes às dinâmicas do apropriar, do habitar e do pertencer à cidade. Além disso, o protótipo apresenta um alto grau de replicabilidade em diversos territórios, pois, suas proporções, técnicas e materiais podem ser reproduzidos e/ou adaptados facilmente. Por fim, a Gambiarra vem a ser uma resposta às complexidades e desafios emergentes da crise urbana provocada pelo novo coronavírus, sua materialização resultará no estabelecimento das dinâmicas socioeconômicas e culturais, imprescindíveis para a vida nas cidades. "

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