Segura-Feira: reativando a vida aqui fora

Equipo: Cidade Ativa. Equipe: Anna Gabriela Hoverter Callejas, Mariana Wandarti Clemente, Nathalie Prado, Ramiro Levy
Descripción de la propuesta

A proposta utiliza a feira livre de Três Lagoas como palco para reativar dinâmicas sociais e econômicas e permitir a volta segura às ruas. É importante salientar que ela se apoia no Plano de Ação Três Lagoas Sustentável, diretriz 3, desenvolvido em 2016 com apoio do BID. O projeto do protótipo responde aos desafios elencados anteriormente com as estratégias de: (1) Engajar moradores, organizações e autoridades locais no desenvolvimento e implementação da proposta, alinhando demandas de usuários e oportunidades; (2) Realizar intervenções físicas participativas no espaço da feira para prevenção de contágio pela COVID-19 através de pinturas e demarcações de piso indicando o distanciamento físico e novo layout para barracas de feirantes com possível espaço adicional para incubação de novas atividades, permitindo a reinserção econômica de parte da população afetada pela pandemia. Instalação de mobiliário urbano de apoio removível, estações de higiene móveis e sinalização de orientação para pedestres; (3) Desenvolver campanha de sensibilização e conscientização para população com abordagem sobre prevenção da COVID-19 e temas que incentivem a adoção de estilos de vida mais ativos e sustentáveis, como o deslocamento ativo, atividades físicas ao ar livre, alimentação saudável, separação correta de resíduos gerados e recomendações para preservação do meio ambiente; (4) Incorporar programação de atividades vinculadas à feira que promovam conscientização sobre a COVID-19 mas também sobre hábitos sustentáveis e saudáveis, como: ações do governo local e organizações com objetivos educacionais, culturais, de saúde; estruturação de pontos de doação de produtos para famílias em situação de vulnerabilidade social; pontos de coleta de resíduos orgânicos para compostagem; entre outros.

Desafío

Uma atividade que se manteve ativa na rotina da população durante a pandemia foi a ida a locais de distribuição de alimentos e itens de necessidade básica, extrapolando a função de abastecimento para se tornar uma ocasião importante de prática de atividade física e interação social. As feiras livres de rua são locais comumente utilizados por brasileiros para acesso a alimentação saudável e têm forte ligação com a cultura local. No atual contexto, se revelam como oportunidade segura de (re)ocupar espaços públicos e de reativar a economia local. Assim, “Segura-feira” transforma o espaço em um lócus que permita diversas trocas, com incentivo a práticas sustentáveis de consumo, atividades de lazer, convívio e de conscientização. A feira livre de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, Brasil, é o objeto da proposta e ocorre às segundas e quartas-feiras à noite e sábados de manhã. A pandemia afetou diretamente esse setor: feirantes tiveram redução de vendas e, portanto, desperdício de produtos. A requalificação da feira permitirá (re)conectar produtores agrícolas ao espaço urbano e consumidores finais, valorizando a produção e distribuição local de alimentos. Ainda, sua expansão pode facilitar a incubação de novos negócios e a volta gradual de atividades comerciais. Se por um lado a feira garante acesso à alimentação saudável e flexibilidade para configurações do espaço, por outro carece de infraestrutura adequada para garantir maior segurança de frequentadores e feirantes. A falta de equipamentos para higiene básica, indicações físicas de distanciamento para prevenção do contágio pela COVID-19, de sistema de separação de resíduos e iluminação pública para pedestres, somadas às fragilidades de conscientização da população sobre hábitos seguros, são desafios observados e abordados.

Potenciabilidad y Escalabilidad

"Inicialmente, é necessário coletar dados primários relativos ao uso do espaço (frequência, fluxo e permanência de pedestres), opinião de usuários (feirantes e clientes), impactos econômicos diretos (faturamento de comerciantes), impactos sociais (redução de contágios por COVID-19, programas adicionais promovidos), entre outros. Com esses indicadores, deve-se adaptar o protótipo e monitorar de forma contínua antes de replicá-lo. Deve-se alinhar com as necessidades de gestão e financiamento do programa e com diretrizes de planejamento das autoridades locais responsáveis (Secretaria de Turismo e Secretaria de Desenvolvimento Econômico). A equipe vislumbra que produtos ecológicos (máscaras, sacolas e outros reutilizáveis) possam ser produzidos localmente e comercializados na “Segura-feira”, gerando receitas adicionais para financiar o programa e fortalecer a identidade do projeto. As possibilidades de escalar o programa “Segura-feira"" em Três Lagoas incluem: (i)criar feiras de bairro para reduzir necessidades de deslocamento, evitar aglomerações e aumentar o acesso à população da cidade. Ainda, esses espaços podem abrigar vendedores ambulantes, vendedores de produtos em caminhões e incubar novos pequenos negócios, incentivando o consumo de vizinhança. Devem ser buscadas vias de baixo movimento ou praças; (ii)criar feira(s) fixa(s) em praça ou via com potencial de ser pedestrianizada. Vislumbra-se a possibilidade de replicar a iniciativa para outras cidades da região. Para isso, pode-se elaborar um guia com recomendações de avaliação das feiras do município; metodologia para engajamento e elaboração de projetos; fontes de financiamento; modelos de gestão e implementação; ferramentas e processos de monitoramento; estratégias de consolidação e expansão de programas locais. "

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