Parada Segura

Equipo: Turba
Descripción de la propuesta

Utilizando-se de estratégias táticas que geram pertencimento da comunidade local, a proposta “Parada Segura” parte da perspectiva feminina para a solução de uma problemática que perpassa todos os cidadãos, mas principalmente as mulheres. A proposta visa ampliar a área de espera da mulher na parada de ônibus, gerando um espaço de estar seguro, informativo e lúdico. A proposta consiste em alargar a calçada em um trecho de rua em que há uma parada. Esse alargamento é feito com a pintura da faixa mais próxima da calçada em que se localiza a parada. Em frente a ela, uma plataforma modular permite a aproximação das pedestres ao ônibus na mesma altura da calçada. Em um raio de 400m, serão pintadas sinalizações e desenhos informativos sobre segurança em tempos de distanciamento. Na quadra da parada, as mulheres são guiadas por linhas no piso que informam o distanciamento seguro para a fila de ônibus, assim como equipamentos próximos que sejam seguros em caso de desconforto no espaço público. Para as crianças, serão pintados desenhos lúdicos na calçada para interagirem. Para um ambiente mais ativo e seguro, foi projetado um mobiliário modular móvel. São cubos de madeira com dimensões 50x50x50cm e 50x50x25cm que terão suas medidas indicadas a fim de informar as distâncias entre as usuárias. Poderão ser usados de diversas formas e permitem que o layout se adeque a diferentes situações. Alguns serão vasos para temperos e plantas que dão vida e fazem com que as usuárias criem pertencimento ao espaço. Para gestão da “Parada Segura” propomos o engajamento de mulheres do bairro que serão as responsáveis pelo lugar. Entendemos que empoderando-as será possível manter a parada sempre ativa e a rede de apoio entre elas.

Desafío

Vivemos um momento nunca antes pensado que trouxe a tona questões de gênero em diversos aspectos, tanto no espaço privado quanto no público. A começar pela percepção de valor das tarefas de cuidado. O aumento de denúncias de violência doméstica foi notícia em cidades ao redor do mundo e se tornou mais evidente quando as famílias se viram na situação de isolamento, onde estas estavam isoladas em casa junto ao agressor. A pandemia do COVID-19 alterou nossa relação com o espaço público, pois nos impôs medidas de isolamento social. As mulheres, que já enfrentavam diversos desafios na sua rotina nas cidades, como insegurança, assédio e violações; no contexto de retorno às ruas, percebem que esses medos se intensificam com a redução do número de pessoas que circulam,, consequentemente, sentindo-se mais inseguras. Sabemos que nas periferias das metrópoles, as chefes de famílias são mulheres e provedoras dos seus lares. Mesmo o isolamento sendo aconselhado por órgãos mundiais, muitas necessitam continuar trabalhando e a maioria depende do transporte público para deslocar-se. Segundo a Agência Brasil, as mulheres utilizam mais o transporte público (28%), quando perguntadas do seu meio de locomoção. Podemos observar que estas usuárias de também são pedestres, pois necessitam se deslocar até os pontos de ônibus. As paradas são locais onde as mulheres se sentem vulneráveis, além da sensação de insegurança no percurso até seu destino. Também se tornam pontos de possível contágio, tendo em vista a formação de pequenas aglomerações de pessoas à espera do transporte. Por esse motivo, escolhemos intervir nelas e em seu entorno, com a intenção de reativar o espaço ocupado de forma transgeracional, tornando o ambiente mais seguro tanto em relação à violência quanto ao contágio.

Potenciabilidad y Escalabilidad

"Acreditamos que intervenções pontuais que geram reflexão e ao mesmo tempo proposição são essenciais para este momento, sendo adaptáveis a diversas situações. As paradas de ônibus são diferentes em cada cidade, porém o espaço no seu entorno pode ser ativado de maneira similar. O uso de plataformas e mobiliário modular permite que sejam usadas quantidades distintas a diferentes configurações viárias e de espaço das calçadas. A pintura do piso é feita com base no local e por isso é 100% adaptável. Em Porto Alegre escolhemos o bairro Sarandi para testar a ideia. Localizado no limite norte da cidade, é um dos bairros mais populosos da capital (32hab/hectare), que se originou de diversas ocupações informais que até hoje estão em processo de regularização. Também é considerado um dos bairros mais perigosos e violentos, conforme dados pré-pandemia. Em relação à gênero, 52,48% da população do bairro é mulher e 47,83% das famílias são chefiadas por mulheres. Por isso, entendemos que seria um local adequado para testar essa proposta que envolve diretamente mulheres que necessitam sair de suas casas para trabalhar ou fazer compras nesse momento pós pandemia. O plano é fazer contato com as líderes comunitárias a fim de definir o local de intervenção e formar o grupo gestor da intervenção. A ideia é convidá-las a fazer parte desde o início do processo para que validem as necessidades e se tornem responsáveis pelo projeto junto a equipe. Assim, além do local elas podem escolher quais equipamentos e serviços serão indicados nas marcações, em que locais no raio de 400m querem colocar as informações e também poderão ajudar na montagem e pintura da intervenção."

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