Otimizando as Redes de consumo

Equipo: TransLAB.URB
Descripción de la propuesta

Ao invés de cada moradora ou família ir para a rua realizar suas compras em um supermercado, as encomendas podem ser feitas direto com um fornecedor, com agendamento prévio, possibilitando um processo controlado e organizado em caixas separadas e higienizadas. Em um pequeno edifício de bairro há uma organização interna buscando o engajamento da vizinhança para a COMPRA COLETIVA DIRETO DO PEQUENO PRODUTOR (orgânico!), otimizando o trabalho de logística para o vendedor e colaborando com os protocolos de saúde que preveem o menor número de saídas possíveis durante a pandemia (e no período inicial do pós-covid). Na rua, em frente à entrada do edifício, há uma pequena intervenção de urbanismo tático, com pintura (e a possibilidade de uso de alguns volumes físicos como blocos de concreto e/ou cones), cujos desenhos e cores seriam as marcações para delimitar o local onde um pequeno caminhão ou kombi/van chegaria pra descarregar as encomendas das vizinhas. Há, também, áreas indicando o distanciamento entre os moradores, que seriam chamados pelo nome/número do apartamento para realizarem o pagamento e carregar suas compras.

Desafío

Para além das soluções técnicas, os desafios impostos pela pandemia do coronavírus podem promover um despertar para a cidadania, e acreditamos que é o engajamento e fortalecimento do tecido social que pode garantir os melhores resultados para a aplicação de metodologias colaborativas de projeto, uso e gestão dos territórios. Entre muitas reflexões e ações, estamos pensando maneiras de aliar desenho de processos cívicos e urbanismo tático. Nesta proposta aproximamos o debate sobre o fortalecimento das micro economias de bairro (que se amplificaram na pandemia, mas que são uma preocupação frequente), as compras coletivas direto dos produtores (que são uma das tecnologias sociais mais potentes para garantir a soberania das pessoas trabalhadoras do campo) e boas as práticas entre a vizinhança (que mais do que nunca precisam ser reforçadas de modo o “novo normal” seja realmente novo). Se trata de um mecanismo simples para juntar as éticas do auto-cuidado (alimentação saudável orgânica), cuidado coletivo (entre pessoas vizinhas e trabalhadoras do campo) e da economia justa (comprando produtos dos pequenos produtores familiares, sem atravessadores, por um preço justo). Ao mesmo tempo que a proposta é condizente com as normas da Organização Mundial da Saúde, ao evitar circulação em grandes supermercados, é uma prática que pode perfeitamente seguir sendo aplicada no contexto pós-covid, especialmente nas ruas internas dos bairros, ajudando inclusive na transformação gradual da relação de área destinada para veículos e a área de calçadas, confirmando a necessidade da rua para as pessoas, apenas com circulação de moradores e carga e descarga, com menor velocidade e segurança, especialmente para crianças e pessoas idosas.

Potenciabilidad y Escalabilidad

"Esta proposta poderia ser aplicada para todos os edifícios residenciais (ou em vizinhança de casas). A partir da apresentação dos resultados do protótipo inicial executado pela equipe idealizadora, esta proposta pode ser apresentada em associações de bairros para representantes de condomínios e moradores em geral. Além disso pode-se difundir os resultados em uma campanha nos meios de comunicação locais. Para obter um alcance maior é possível realizar oficinas junto às faculdades e universidades, envolvendo os estudantes em todas as etapas de aplicação (pré-produção, execução, acompanhamento e relatório), difundindo também as práticas de inovação social urbana, desenho de processos participativos e urbanismo tático. Em uma segunda etapa, a partir da coleta de um maior número de dados, pode-se apresentar a solução para o governo local, de modo que a ideia seja compatibilizada com demais projetos de sistemas viários, entendendo quais ruas teriam o perfil de tráfego para receberem as pinturas de marcação em caráter permanente, consolidando a solução como política pública. "

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