Praças de aula

Equipo: Gabriel Santana, Marina Mergulhão, Mário Galvão Prati, Raquel Marcos
Descripción de la propuesta

Baseada pelo princípio do brincar, da autonomia e da liberdade como um direito das crianças, as praças de aula, inspirada nas escolas ao ar livre do pós crise da tuberculose, se propõe a ser um encontro virtual com crianças e educadores para pensar a volta às ruas a partir dos pilares da aprendizagem, da memória e do brincar. Por meio de processos que estimulam a colaboração, experimentação e articulação em rede, o objetivo é fazer com que as crianças pensem outros espaços de aprendizagem, trazendo ideias e temáticas a serem espacializadas no entorno das escolas, através da prototipagem de novas soluções de (re)ocupação dos espaços públicos do bairro. A partir da utilização de ferramentas lúdicas para promoção de atividades virtuais, baseadas na conexão e aproximação entre as crianças, educadores e outros atores sociais, busca-se reforçar os laços comunitários, o cuidado e a confiança para alcançar a diminuição do sentimento de medo causado pela pandemia. A cocriação da solução visa considerar o distanciamento físico, mas não social, a fim de pensar no processo de aprendizagem para além dos espaços escolares e considerando as cidades como territórios pedagógicos. O processo das praças de aula estará dividido em três ciclos: aproximação, imersão e ativação. O ciclo de aproximação se destina para escolha da comunidade de atuação, mapeamento dos atores locais e abertura da chamada de inscrições. Através de um sorteio para seleção das crianças e da escolha dos educadores, iniciamos a etapa de imersão, um processo virtual para diagnóstico coletivo e cocriação da solução a ser realizada. O ciclo de ativação visa a execução da solução e o estímulo à criação de pontos de saberes do bairro, através da disseminação dos saberes locais, em um processo de democratização do ensino.

Desafío

Em processo de transição entre o isolamento social e o retorno das atividades, as cidades buscam adaptações nos modos de encontro dos corpos nos espaços. O isolamento social foi considerado como a ação mais eficaz para diminuir os riscos de contágio da Covid-19, no entanto, se desenvolveu a partir de uma perspectiva extremamente “adultocêntrica”, em uma despreocupação com a qualidade de vida das nossas crianças que foram invisibilizadas. Se para nós, adultos, foi difícil se acostumar com essa nova rotina de ausências, para as crianças, então, o impacto foi ainda maior. Segundo a Unesco, 90% (1,57 bilhão) dos estudantes do mundo estiveram sem frequentar a escola durante a pandemia da Covid19. Ao mesmo tempo em que a pandemia sacudiu a educação formal e trouxe junto novas demandas de organização no dia-a-dia das famílias, possibilitou, sob a ótica da vida cotidiana, novos processos de aprendizagem para crianças e jovens. As crianças perderam a possibilidade de sair de casa, mas novas tecnologias as conectam com o mundo. Embora a pandemia escancare descompassos em vários campos da vida nas cidades, nos trouxe uma oportunidade de ruptura e experimentação, em busca de novas maneiras de habitar, para comunidades mais humanas, resilientes e sustentáveis. Embora a volta às cidades já esteja seguindo um modelo proibitivo e de vigilância sobre os espaços a serem ocupados, limitando o (des)encontro, temos a oportunidade de mudar a perspectiva sobre o medo que o isolamento social nos impôs. E, para isso, por que não trazer a perspectiva do brincar, da imaginação e a alegria das crianças para este redesenho?

Potenciabilidad y Escalabilidad

"A experimentação e a replicação são dois procedimentos complementares: na transição, precisamos experimentar novas soluções para depois, consolidar o modelo e replicar. Por isso, prospectando um desconfinamento graduado, onde entende-se o primeiro passo ao estar público a partir de pequenos contatos em uma escala de bairro, as praças de aula partem de metodologias integrativas para participação das crianças no pensar e intervir dentro de suas comunidades, com abordagens de sustentabilidade e resiliência. O espaço público representa para as nossas cidades uma oportunidade de fortalecer os laços e a confiança entre vizinhos, contrariando os efeitos de uma crise social. Nesse sentido, em um processo de reativação dos espaços públicos das comunidades como espaços de aprendizagem, as praças de aula visam a replicabilidade a partir de uma abordagem local e territorial. No que se refere à escala local, permite sua replicabilidade e permanência devido a perspectiva da proximidade, facilitando a mobilização local e fortalecendo o sentimento de apropriação e pertencimento das pessoas por esses espaços, utilizados também como ferramenta para difusão dos saberes locais em processos de aprendizagem contínuos. No que tange a abordagem territorial, a sistematização do processo em um manual visa considerar como este pode ser englobado no processo transitório de volta às instituições educacionais ocupando seus espaços abertos, bem como aos processos da gestão pública, como uma alternativa de ensino descentralizado e de inclusão das crianças nos processos de pensar e fazer as nossas cidades. "

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