Adaptação de espaços públicos à pandemia de Covid-19

Equipo: Adriana Sansão Fontes, Rodrigo Rinaldi de Mattos, Maini de Oliveira Perpétuo, Fernanda Schwarc Mary, Inês Domingues, Desirèe Vacques, Giovanna Scalfone, Jefferson Teixeira, Mariana Caetano, Alexandre Baxter, Claudia Grangeiro da Silva Castro, José Tomaz Ribeiro, Marina Maria Baltazar de Carvalho, Mauro Cezar de Freitas Ferreira.
Descripción de la propuesta

Consiste em um curso que desenvolva habilidades e ferramentas para que os participantes se tornem multiplicadores de soluções de adaptação dos espaços públicos na transição pós-pandemia. Busca a articulação entre o grupo proponente e a sociedade civil (agentes multiplicadores), capacita cidadãos para implementação de medidas de reativação de espaços públicos. Objetiva aliar saberes teóricos e práticos; ensinar, mas também aprender com as especificidades locais; e conjugar soluções emergentes com as vantagens do ensino tradicional; visando multiplicar soluções coletivas para adaptação dos espaços públicos. Premissas: - capacitar os agentes locais que possuem maior competência para identificar necessidades específicas e priorizar recursos para adaptação dos espaços em cada contexto; - promover a escalabilidade da proposta, alcançando resultados mais abrangentes, uma vez que um agente local na experiência piloto pode se tornar um tutor no futuro; - minimizar custos, considerando o voluntariado, no qual o agente local é recompensado pelo conhecimento adquirido na experiência realizada; - trabalhar com locais e na escala humana, incluindo, empoderando o indivíduo no processo de transformação. O curso se divide em três módulos: (1) Descobrir, no qual os participantes receberão conteúdos teóricos e as equipes desenvolverão uma Ideia de intervenção; (2) Conceber, oferta de conteúdos técnicos para a criação da intervenção e desenvolvimento da Proposta de intervenção; (3) Prototipar, onde as equipes desenvolverão a intervenção. O curso apresentará uma experiência piloto de intervenção desenvolvida pelos proponentes em parceria com a comunidade e com a anuência dos órgãos públicos. A intervenção “Cadê a calçada?” prevê a transformação de uma via hojedominada por carros.

Desafío

Não seríamos todos aprendizes neste momento em que precisamos reinventar os espaços públicos, tornando-os mais resilientes, inclusivos e sustentáveis e, ao mesmo tempo, promovendo medidas de distanciamento físico impostas pela Covid-19? Diante da atual crise sanitária, diversas cidades pelo mundo vêm implementando políticas de adequação dos espaços públicos para promover o distanciamento físico e aumentar as formas de mobilidade ativa e recreação ao ar livre. Contudo, grande parte das cidades latino-americanas, marcadas pela precariedade dos espaços públicos e pela falência do Estado em suprir as demandas básicas dos cidadãos, têm tido mais dificuldades em alavancar soluções oficiais por parte do poder público. Precisamos de ações efetivas aderentes à sociedade civil que tenham potencial multiplicador. Acreditamos que a formação de uma rede de agentes locais é fundamental para operar a transformação e a construção de respostas ágeis e replicáveis para as novas demandas. Segundo Nóvoa (2009) as escolas contemporâneas precisam contribuir para a construção de um “espaço público da educação”, pois estas têm as condições para apoiar ou promover a adaptação às novas necessidades emergenciais, fazendo da cidade, escola. Partimos do conceito de multiplicação de saberes: (1) a comunidade de aprendizes; (2) a necessidade de dominar processos e não apenas resultados; e (3) a reciprocidade. A primeira ideia organiza os grupos multidisciplinares de aprendizado e o conhecimento coletivo para superar os desafios do uso seguro dos espaços públicos na transição pós-pandemia; a segunda se baseia na difusão de ferramentas e processos para que cidadãos se tornem agentes transformadores; a terceira se refere ao feedback: propor caminhos possíveis e saber reavaliar decisões.

Potenciabilidad y Escalabilidad

"O curso foi pensado de forma a possibilitar o maior alcance e difusão de soluções coletivas de reativação dos espaços públicos, considerando as diferentes realidades e estruturas das cidades da América Latina e Caribe. Assim, parte de uma organização em vídeo-aulas gravadas, disponibilizadas por um website vinculado ao LAB Ciudades, e oficinas coletivas em plataformas virtuais colaborativas para o desenvolvimento de propostas de intervenção pelos participantes. A fase de incubação será a oportunidade de realizar as vídeo-aulas gravadas, uma vez que a intervenção piloto já está pronta para execução. O curso está baseado em experiências prévias realizadas pelos proponentes no âmbito do LabIT-PROURB, laboratório especializado em intervenções temporárias e urbanismo tático, e organiza-se em três níveis, pensados de forma a escalar a ideia. A equipe proponente (1), apoiada por consultores multidisciplinares, contribui para a formação de tutores (2) (técnicos dos órgãos públicos, arquitetos e urbanistas, estudantes, associações de moradores e ONGs), que, por sua vez, interagem diretamente com agentes locais (3), promovendo capilaridade e maiores condições para que a intervenção se concretize. Entendemos que a transição pós-Covid-19 necessita, em resposta ao vírus, de uma “contaminação positiva”: deve ser simples na estrutura, ter incubação rápida e autônoma e se desdobrar no tempo em um grande número de casos, na medida que tem no agente local o ponto de convergência das necessidades reais da sociedade. "

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